Fugindo do Ibope  escrito em quinta 01 abril 2010 01:41

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Fugindo do Ibope

 

"E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo. E, advertindo-o severamente, logo o despediu. E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho."

Lucas 1:40-44

 

Em tempos que as denominações que se dizem evangélicas, vivem numa constante guerra pelo ibope, estava observando a passagem acima.

Certo dia, encontrei um jovem músico pela rua, e ele havia me dito que tinha trocado de denominação, pois, na igreja  que agora ele estava como instrumentista, ele recebia uma ajuda de custo. Havia se tornado "funcionário da empresa, ops! igreja" tinha que está a disposição diariamente, e não podia tocar em nenhuma outra igreja por conta do contrato que ele fizera.

 

Era uma terrível luta pelo ibope. Não é de se estranhar que hoje vemos denominações de todos os tipos, de todos os gostos. Igrejas para pobres, ricos, surfistas, artistas, lutadores, tradicionais, pentecas ou neo-pentecas, já até existe igrejas que atendam o público homossexual!!

 

E sempre com um marketing fortíssimo, ... Frases do tipo: O Deus do fulano, o Deus da Igreja tal, mostra o grande marketing que essas empresas autodenominadas igrejas têm. O motivo? Conseguir mais clientelas. É uma verdadeira guerra pelo ibope, estilo Globo x Record. Vale tudo nessa luta, até pescar clientes no aquário alheio. Não importa de onde você veio, o que aprendeu, o importante é dá seu dízimo aqui...

 

Vemos na passagem Bíblica acima, o Mestre depois de realizar mais um milagre, pedindo para aquele leproso não divulgar o milagre, sem antes ter a constatação do Sacerdote. Mesmo sendo algo inevitável, Jesus sempre se preocupava em fugir dos holofotes.

 

O Mestre deixou bem claro em Lc 19:10, que... "o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido."

Mesmo realizando inúmeros milagres, o principal foco de Cristo era devolver a comunhão com o Pai, que o homem havia perdido no Edem.

Ele veio como o Pão da Vida que nos sacia da fome espiritual, e não, física.. João 6:26

"Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes."

 

Em todo seu ministério, Jesus sempre atribuía seus milagres, bondade, humildade, generosidade ao seu Pai Celestial. Até o elogio do jovem rico o chamando de bom, foi motivo para Cristo transferir aquele elogio para o Pai.

 

Chego a sentir pena quando vejo certos líderes evangélicos se gabando de presenciar certos "milagres" dentro de suas respectivas igrejas, como se as mesmas fossem a última coca-cola disponível no deserto.

Enquanto muitos irmãozinhos anônimos estão ganhando almas para o Reino de Deus, sem falcatruas, barganhas ou presepadas, sendo este, o maior milagre descrito na Bíblia. Quando uma alma se rende ao Todo Poderoso.

 

Engraçado como se enfatizam tanto o milagre dentro do Templo, ao ponto de afirmar que "a mão de Deus está aqui", mas não largam mão de sua soberba, orgulho e ignorância. Pelo menos, o fruto do Espírito passa batido dessas reuniões.

 

Em suma, a Palavra de Deus diz que somos "... irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo"

 

Somos astros neste mundo. Não precisamos de marketing, nem ibope. Somos uma carta viva escrita pelo próprio Deus. E nossos passos, são confirmados pelo Altíssimo. A Glória é Dele, a honra é Dele, o louvor é Dele, a exaltação é Dele.

 

SOLI DEO GLÓRIA.

 

Em Cristo, que em toda nossa pequenez, nos chamam de nação eleita, povo adquirido, sacerdócio real e povo santo.

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A Religião e suas falsas Renúncias  escrito em terça 16 março 2010 01:25

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A Religião e suas falsas Renúncias

 

"Ó quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?" Gálatas 3:2-5

 

Este artigo é mais que um assunto reflexivo. É o meu testemunho acompanhado de um grande desabafo de todo o mal que vivi, sofri e aprendi com a religiosidade. Acredito que a grande maioria dos religiosos, nem sequer sabem interpretar o que é religião. Talvez, desconhecem que o grande "câncer" causador de todas as atrocidades existentes no planeta, como guerras, genocídios e preconceitos, vem de uma má interpretação da religiosidade.

 

Sabemos que Jesus não veio fundar nenhuma religião. Em todo seu ministério, o que Cristo mais fez, foi combater os religiosos da época. Chamando-os de hipócritas, raça de víboras, covis de ladrões, o Mestre deixou bem claro, toda sua indignação contra aqueles que seguiam a risca toda regra Judaica, mas, não o tinha o que era de mais importante na regra Divina: O Amor ao próximo.

 

Tanto que Cristo resumiu toda esta regra contida nos dez mandamentos, em apenas duas: Amar o seu Deus de todo coração, alma e entendimento e Amar o próximo como a ti mesmo. O próprio Ap. Paulo ao corrigir o erro grotesco do mau uso dos dons espirituais na Igreja de Corinto, escreveu em todo capítulo 13, a importância do amor, que supera qualquer dom, pois, o amor é a maior dádiva do Evangelho da Graça "... tudo sofre, tudo crê, tudo espera".

 

Cristo veio nos libertar de toda maldição contida na Lei. Pois, a Lei servia para apontar e mostrar que o homem era pecador, mais a mesma não o livrava do pecado. Apenas o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, sendo o sacrifício perfeito, veio nos libertar de toda regra e maldição que a Lei Mosaica nos aprisionava.

 

 É exatamente aí, que mora a diferença em sermos alcançados pela Graça, e não mais, condenados pela letra (Lei). O interessante é como a religião, uma arma de Satanás (minha opinião), veio exatamente ao contrário da essência do Evangelho apresentado pelo Mestre. O que a Graça veio para libertar, a Religião veio para aprisionar. Por que a religião te apresenta a Deus, e em seguida lhe mostra um número infinito de regras para se achegar até a Ele, o que eles chamam de "renúncias" E foi exatamente aí que iniciou todo meu calvário sofrível de um faminto e sedento pela presença de Deus, pois, a religião me mostrava um Deus muito distante, zangado e rancoroso.

 

 A religião me fez acreditar que para está mais perto do que eles chamam de " o centro da vontade de Deus", eu teria que abrir mão de toda minha adolescência, num amadurecimento precoce, pois, toda religiosidade me fez acreditar que eu aceitei a Cristo no momento que estava dentro de um Templo, quando na verdade, já havia sido escolhido por Ele desde a fundação do mundo.

Em todo aquele ritual de levantar a mão, ir até a frente, encarar os olhares do pastor e repetir uma frase decoreba de que eu era um pecador, carente da Glória de Deus, que aceitava a Cristo como único e suficiente Salvador, aos olhares de irmãos que cochichavam com os outros e diziam: "Este não dura uma semana". (Fiquei sabendo disso depois que entrei pro time deles [risos]). E aí veio a lista de renúncias: Livrar-me dos palavreados torpes, da roda de escarnecedores (amigos ímpios), das bermudas e blusas de marcas, de ir à praia, jogar futebol, de ouvir músicas seculares, namorar escondido, me masturbar... Ah, diga-se de passagem, eu era apenas um jovem de 16 pra 17 anos com a testatorona a flor da pele, e etc... Mas, como eu era um faminto "doido" para está no centro da vontade de Deus, eu segui a risca o regime Islâmico, ops! Quer dizer, a "doutrina" que mais tarde foi corrigida para "costumes denominacionais".

 

Virei praticamente um mulçumano evangélico. Era obrigatório o uso de gravatas nos cultos, andar ataviado (blusão social e calça no mínimo jeans, moletom era pano do capeta), e assim o tempo foi se passando, até quem um dia fui pressionado a entrar num seminário teológico por que eu tinha um ministério, a casar o mais rápido possível por que eu tinha um ministério, a evangelizar todos os domingos por que eu tinha um ministério. Mas, ministério de quê? De fazer a obra de Deus? Não, exatamente! O que eles chamam de Ministério, é ter um lugar cativo em cima do altar, sentir-se superior aos diáconos que varriam o chão, os membros que sentavam nos bancos desconfortáveis. Quem estava no ministério, era ungido e separado... um intocável, praticamente.

 

Foi exatamente, depois de me formar no seminário, casar com uma jovem nascida e criada na Religião, que hoje é minha atual esposa e mãe do meu único filho, que graças a Deus, hoje também entende o valor de ser alcançado pela Graça, foi depois dessas coisas que finalmente fui convidado a sentar-me no ministério (altar). E aí mermão (ã), foi que eu conheci os maiores exemplos de inveja, calúnias e ódio no meio religioso. Na religião, enquanto você estiver em baixo sem direito a opinar sobre as regras ditatoriais e denominacionais, você é uma bênção, mas no momento que você é "consagrado ao ministério" (to usando a linguagem evangeliquês), e tem o direito de dá uma mísera opinião que seja contrária a deles, é aí que te pisam, te humilham te põe a mais ralé da "mediocridade" evangélica.

 

 Te saúdam com a paz do Senhor antes do culto começar, e, depois pelas costas, desejar sua falência enquanto você estiver próximo deles. Profetizam bênçãos para você por que o animador de culto que chamam de Preletor mandou, e pelas costas te julgar e sentenciar sua morte espiritual.

 

E sabe o mais interessante disso tudo? Que aquela roda de escarnecedores que eles chamam de amizades profanas, nunca me desejou algum mal. São pessoas que até eu posso chamar de amigos, mesmo eu os abandonando em nome de uma falsa renúncia, e em nenhum momento viraram as costas para mim, e estiveram sempre ali de pés aplaudindo cada conquista que eu tivesse, mesmo estando distante. Os piores momentos que eu passei na minha vida, ao ponto de entrar até em depressão, foi exatamente quando estava em cima dos púlpitos seguindo as regras religiosas com a esperança de assim está fazendo a obra de Deus. Perdi toda minha adolescência já que eu entrei nesse mundinho gospel aos 16 anos e apenas me "desconverti" desse mal, já próximo dos 30 anos. Foi exatamente quando eu entendi o verdadeiro significado de ser alcançado pela Graça, que todas as algemas caíram de minhas mãos. De que todas aquelas falsas renúncias, não passavam de obras da lei estereotipada em "costumes", que apenas nos distancia de Deus, enquanto que a Graça nos aproxima.

 

E hoje eu sou muito mais que um pastor denominacional; muito mais que um Ministro do Evangelho; muito mais que qualquer título eclesiástico; eu sou filho de Deus, herdeiro das Promessas de Cristo. Eu tenho a maior e mais sublime dádiva deixada por Cristo... O AMOR! Esse mesmo amor que nos aproxima do pecador, mesmo sem concordar com o pecado, e amá-lo ao ponto de convencê-lo do amor maior que é Jesus.

 

Que Deus vos abençoe.

 

 Em Cristo, que nos alcançou pela sua Graça Irresistível.

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Os Intocáveis  escrito em quinta 04 março 2010 16:11

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Os Intocáveis

 

"Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas"

 Salmos 105.15

 

Certa vez, veio à tona os pecados horripilantes de um certo pastor que causou um grande escândalo em toda congregação, e como sou Protestante, e não, evangélico, não pensei duas vezes em combater toda aquela prosmicuidade que causara um grande alvoroço no Templo.

 

Obviamente, foi advertido por alguns sobre o perigo de está tocando no "Ungido do Sinhô", pois, assim como Davi ciente de todo erro do Rei Saul, não ousou tocá-lo, eu não deveria fazer o mesmo, já que uma vez ungido, sempre ungido.

 

E devo confessar, que este versículo mais que isolado, hoje, tem servido de desculpas para picaretas gospels continuar suas safadezas em nome da fé sem serem importunados. É como se existisse uma "imunidade eclesiástica" para estar acima de qualquer questionamento, conhecida também como a famosa mordaça cristã, aonde todo mundo sabe do erro do cabra, mas este por ter sido ungido (deve ter sido com óleo de peroba), fica isento de repreensões, pois, usam suas artimanhas manipuladoras para infestarem suas heresias religiosas em nome de uma falsa unção.

 

E o interessante é que o meio mais fácil de manipulação, sempre usado por essa corja de lobos, é sempre o terror e o medo psicológico. Já vi pessoas dizerem de púlpito, que fulano corria risco de contrair um câncer na língua por ter falado mal do profeta. E por medo, acabam consentindo com o erro. É o mesmo que amendrontar o povo com falsos devoradores, exigindo-os assim, que entreguem seus dízimos.

 

Quanto à passagem de Davi, não ter "tocado em Saul", significa que ele tendo a oportunidade de matá-lo, sendo que o próprio Saul o perseguia para este fim, ele preferiu poupar sua vida, pois, cabe somente a Deus sentenciá-lo a morte. Mas isto não significa que Davi concordava ou aprovava seus erros.

 

Não existe essa unção de imunidade especial. A Bíblia em I João 2.20, diz:

 

"Vós (todos os crentes) tendes a unção do Santo. "

 

Aliás, a única unção que eu conheço é esta. Se você tem visto algumas unções, como: Do riso, celular, casa própria, financeira, cachorro, boi, periquito... corra delas!!! Como diz o saudoso Bezerra da Silva, naquela canção "Se gritar pega ladrão, não sobra um meu irmão... " rsrs!!

 

Mas, então.. A pergunta que não quer calar! Existem versículos Bíblicos que possamos usar contra essas patifarias gospels? Sim! Vejamos:

 

 

 I Timóteo 5.20: "Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor."

 

 

I João 4:1 "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo"

 

 

Jeremias 23:1 "Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! - diz o SENHOR."

 

 

Tito 1:9-13 "Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.
 Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé."

 

 

Cl 2:18-23 "Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne."

 

Acho que tá bom e suficiente né? Chega de ditadores, chega de mordaça cristã!

Hoje, louvo muito a Deus, porque vejo muitos cristãos autênticos deixando a mordaça cristã de lado, tirando as vendas dos olhos, as algemas das mãos, às correntes dos pés, e analisando nas Escrituras Sagradas o verdadeiro ensino de Cristo.
Combatendo a Apostasia com o Evangelho, honrando o título de protestante, e a cada dia valorizando o genuíno ensinamento do Bom Mestre Jesus.

 

Que Deus vos agracie em tudo.

 

Em Cristo, que nos ungiu e nos capacitou para pregar o Evangelho de sua Graça.

 

 

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Teologia da Prosperidade x Suor do seu Rosto  escrito em quarta 24 fevereiro 2010 00:03

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Teologia da Prosperidade x Suor do seu Rosto

 

"No suor do teu rosto comerás o teu pão," Gn 3:19a

 

Senão me engano, a teologia da prosperidade passou a crescer de uma forma assustadora em nosso solo Tupiniquin, em meados de 1992. Foi quando algumas coisas esquisitas começaram a acontecer no meio cristão, como pessoas afirmando terem recebidos certas "unções", como "obturações de dentes de ouro" de uma forma sobrenatural.

 

Aquilo foi virando algo demasiado, e o assunto que rolava, é que a "unção dos dentes de ouro", estavam em evidência. Pregadores e pregadoras orgulhavam-se de que, em suas reuniões, a “unção do dente de ouro” estava acontecendo. Era o auge da Teologia da Prosperidade. As reuniões de “empresários evangélicos” eram as coqueluches desses modismos. De lá para cá a igreja evangélica nunca mais foi a mesma. O espírito que soprou não era mais santo, era espírito de facção, disputa, inveja, ciúme, competição, traição, comércio e profunda impiedade.

 

E o que temos visto hoje? A herança desses "benditos" dentes de ouro, que hoje em dia, não se vê mais "em obturações de bocas manipuladas", mas, em muitas bocas, que se dizem portadoras da Voz de Deus, o ouro continuam lá sendo lançados com a promessa de uma falsa riqueza.

 

Esses dias, vi alguém fazer o comentário de um certo pastor (ou seria pastel?), que chegou até ele com seu carro de luxo, o indagando até quando ele continuaria naquela situação de viver sendo um assalariado? Pois, se ele tem promessas Divinas, deveriam está andando com um carro classe A.

 O que mais me indignou neste relato, é saber que quem sustenta essas regalias covardes que esses supostos pastores usufruem, é, exatamente, aquele assalariado, que muita das vezes, iludido por uma falsa prosperidade, investe todo seu salário para suprir as necessidades desses lobos ferozes, que estão apenas interessados na lã da ovelha, e jamais com sua vida espiritual.

 

Não existe nada mais digno do que sermos prósperos através de muito trabalho e dedicação. O Próprio Jesus Cristo, abdicou-se de seus atributos por amor as almas, e foi através de seu suor, ou melhor, de seu sangue, que nos deu o acesso ao Reino de Deus. E o próprio Mestre nos ensinou, que neste mundo teríamos aflições, e não, prosperidades financeiras como prioridade em nossa trajetória cristã, mais com bom ânimo, venceríamos como Ele venceu.

 

 Mas, a teologia da prosperidade, ensina os crentes a serem gananciosos. A pessoa entra pobre dentro da igreja, e iludidos com uma falsa promessa de enriquecimento rápido, são altamente enganados dizendo que Deus vai cubrí-los de bênçãos sem medidas, e o melhor.. sem precisar trabalhar para isso!!

Pra quê acordar as 4 da matina, cruzar engarrafamentos, está subordinado a assédios morais e estresses emocionais, se você pode, simplesmente, num passe de mágica, estilo abracadabra, apenas pegar o envelope, depositar ali "seu tudo" e num passe de mágica.. tharannn... estarás rico!!

 

 Agora, já percebeste, que quem mais entrega "os sacrifícios" de fogueiras santas, dízimos, trízimos e toda sorte de bestereologia envolvendo dinheiro na sua grande maioria, é o pobre assalariado? Quem sustenta esses lobos, é aquele trabalhador que soa para ganhar seu mízero salário mínimo, enquanto que o pastor destas empresas estereotipadas de igreja, anda no melhor carro, come das melhores refeições. E o manipulado, as vezes comem o famoso bife da granja (ovo).

 

A Igreja que se diz de Cristo, segue o exemplo do início da Igreja Cristã, aonde os mais ricos vendiam suas propriedades e repartiam com os mais pobres, aonde não havia necessitado algum, segundo relato Bíblico. Talvez, alguém me pergunte? Mais por acaso existe alguém que hoje venda de verdade sua propriedade e repartar com alguém mais necessitado? O mais interessante nessa passagem de Atos, era o amor e a comunhão entre os irmãos da Igreja Primitiva.

 

Talvez, não tenhamos coragem de vender o que temos, mais o fato de ajudar-mos alguém mais necessitado do que nós, já é praticar os ensinamentos de Cristo. Ser Cristão, é ser cheio de fé como Paulo, e também um ótimo construtor de tendas (trabalhador). Mesmo sofrendo com fome e nudez, que o Grande Apóstolo sofreu, é ter a certeza que ...

 

 "...as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada."

 

 

Lembre-se: A maior teologia da Prosperidade é o suor do seu rosto.

 

Em Cristo, que suprirá todas as nossas necessidades em Glória.

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A Peregrinação do Carnaval  escrito em quinta 11 fevereiro 2010 02:45

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A Peregrinação do Carnaval

 

"... e quem está sujo, suje-se ainda"

Apocalipse 22:11

 

Com mais um Carnaval á vista, e toda sua prosmicuidade, estava a refletir esses dias, porquê os evangélicos tem tanto medo destes dias da festa da carne.

 

Certa vez, pregando em uma Igreja Pentecostal, vi o líder daquele trabalho, que era de libertação, diga-se de passagem, aconselhando os membros daquela referida igreja, a fazerem uma peregrinação no monte, pois, o satânico e luciférico carnaval, estava as portas.

Ele praticamente, deixou a demonstrar, que nesta época da festa da carne, sua espiritualidade estava em jogo, pois, como se livrar de toda prosmicuidade que estes dias oferecem? A solução, segundo ele, eram de se sacrificarem nos montes, ou se refugiarem em retiros espirituais.

 

Sabe aquela piada da pessoa burra (que me desculpem os equinos) que quando avistam uma banana a sua frente, dizem: Puts! Lá vai eu me estabacar no chão novamente. (?)

Era mais ou menos isso que vi naquele povo:

Puts! Carnaval vem aí, lá vou eu me desviar de novo.

 

Sabem o que eu acho interessante, principalmente tratando-se de Rio de Janeiro, cenário do maior festival carnavalesco nestas terras tupiniquins? É que aqui vivenciamos um carnaval diariamente. A prosmicuidade impera nesta cidade, isto não está limitado apenas a 4 dias de folia. Basta ligar a Tv, acessar a internet, andar pela rua, que o pecado estará correndo solto pelas ruas cariocas, aliás, o sistema mundano, jaz do Maligno. Como está escrito no texto acima: Aquele que é sujo, suje-se mais ainda.

 

Venho dizer que não sou totalmente contra a retiros espirituais nesta época, até porque conheço trabalhos seríssimos aonde a visão é de ganhar almas. Mas, existem muitos retiros aonde a intenção é apenas o de peregrinação, fecham as portas do Templo, enquanto que os Novos Convertidos, os que mais sofrem com a tentação nesses dias, tem que se virar, enquanto que elite está no sítio em retiro espiritual, mais com direito a muita piscina, futebol, churrasco e diversas brincadeiras.

 

O Carnaval não desvia ninguém. Esses dias apenas servem para mostrar a fragilidade que existem em certos crentes despreparados, sendo que, o que  afastam da Presença de Deus, é apenas a falta de comprometimento com Cristo. É o exemplo da pessoa que ganha muito dinheiro e diz que se desviou porque ficou rico. Mentira! O dinheiro não desvia ninguém, ele apenas serviu para mostrar a ganância e avareza que estava oculta no coração da pessoa antes do dinheiro aparecer.

Assim é o Carnaval, dentro de uma falsa espiritualidade, esses dias de folia, serve apenas para levantar os frutos da carne que o crente no decorrer do ano apenas ocultou de si próprio e dos demais, mais a fragilidade já estava lá dentro.

 

O que mais me chama atenção nisso tudo, é que a solução dos que vivem sobre o jugo da religiosidade, é sempre o sacrifício. Sobem ao monte, ou participam de retiros espirituais, como se os mesmos desses a eles super poderes e uma armadura incorruptível para vencer esse satânico carnaval.

 

Quem tem a mente de Cristo, não irá se desviar por está próximo de um bloco de Carnaval, ou porque, o visinho está com sua TV ligada no desfile carnavalesco.

Quem tem a mente de Cristo, reflete nas palavras de Paulo, em Romanos 8:35-39

 

"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

 Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.

 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,

 Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."

 

Não acredito em meio termo. Se nada nos separará do amor de Cristo, não serão 4 dias de prosmicuidade a solta, que desfalecerão a nossa fé.

 

Que Deus vos abençõe.

 

Em Cristo que nos guarda dos dias maus.

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